segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cúpula do Clima

Hoje (07/12), tem início Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (Cop15), onde líderes de 192 países se reunirão em Copenhague, para discutir maneiras de reduzir as emissões globais de CO2 e, com isso, tentar reduzir os efeitos causados pelo aquecimento global.
Além de governos, participam da COP-15 representantes de organizações não governamentais, observadores internacionais e ativistas de todo o mundo. A expectativa é que o encontro não termine com um acordo político e sim com medidas efetivas para salvar o clima e o planeta.
Grande poluidor e único país rico a não assinar o Protocolo de Kyoto, os EUA prometeram corte de 17% das emissões até 2020. A China, numa conta mais complicada, anunciou compromisso de corte entre 40% e 45% por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, o que na prática ainda significa dobrar as emissões do país. A conta brasileira é de redução entre 36,1% e 39,8% até 2020, o que segundo o governo, vai evitar o lançamento de mais de 1 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.
Mesmo com parte dos números na mesa, é improvável que a reunião de Copenhague defina o novo regime global para complementar o Protocolo de Kyoto. Nos últimos meses, reuniões preparatórias e encontros multilaterais não foram suficientes para fechar pontos importantes do acordo, que, pela regras da Organização das Nações Unidas (ONU), só pode ser aprovado por consenso.
De acordo com o site do Terra, esses são os temas relevantes:
Redução de emissões
O desafio inclui a conciliação de interesses de países ricos e nações em desenvolvimento para chegar a níveis de redução de emissões de gases de efeito estufa que evitem o colapso climático do planeta.
Desmatamento
Também está em jogo a definição de um mecanismo para compensar a redução de emissões pelo desmatamento de florestas e dos valores do financiamento dos países ricos para os que os mais pobres se adaptem às consequências da mudança do clima, conta que até agora não está fechada.
Financiamento
Um dos principais nós é o impasse sobre o financiamento de ações de adaptação e mitigação nos países em desenvolvimento. O dinheiro tem que vir dos países desenvolvidos, mas até agora não há sinal de acordo sobre os valores. Os mais pobres argumentam que são necessários pelo menos US$ 400 bilhões por ano.
A melhor proposta na mesa por parte dos países industrializados prevê aporte de cerca de US$ 140 bilhões, mas parte do dinheiro teria que vir dos países em desenvolvimento, caso do Brasil, da China e Índia.
Com informações da Agência Brasil

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

EUA e outros líderes mundiais adiam chance de acordo sobre clima



Segue a notícia do site UOL que pode ser lida na integra no Jornal Valor Econômico em São Paulo.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outros líderes mundiais decidiram adiar a difícil tarefa de alcançar um acordo sobre as mudanças climáticas na conferência marcada para o próximo mês em Copenhague (Dinamarca). De lá, sairia um acordo de "comprometimento político", que jogaria as questões mais complicadas para o futuro.

Ontem, Washington e Pequim, apoiados por algumas dos principais países emergentes do mundo, comunicaram, em Cingapura, o governo da Dinamarca de que não será possível conseguir um acordo vinculante que permita a redução das emissões de dióxido de carbono.

Em vez disso, se tentará um acerto de duas etapas, que, na realidade, consiste em fazer em Copenhague uma mera declaração de intenções, adiando os compromissos obrigatórios para um momento mais à frente, talvez em outra conferência, como a do México, no ano que vem.

"Houve uma coincidência entre os líderes de que não é realista esperar que um grande acordo internacional completamente vinculante possa ser negociado até Copenhague", observou o vice-conselheiro de segurança nacional para assuntos econômicos internacionais da Casa Branca, Michael Froman.

A declaração foi dada ao fim de uma reunião ocorrida ao lado da assembleia do Fórum da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec, da sigla em inglês).

Segundo o jornal El Mundo, Obama não quer assinar nenhum acordo que depois não seja referendado pelo Congresso. A China, por sua vez, não está disposta a fazer movimentos relevantes no campo do clima que não sejam acompanhados por Washington. O mesmo pode se dizer da Indonésia, terceiro maior poluidor. Japão, cujo novo governo anunciou recentemente a disposição de reduzir as emissões de gases, também não quer atuar sem ações recíprocas da China e EUA.

Conforme a publicação, dessa forma, com toda probabilidade, outros grandes países em desenvolvimento, como Índia e Brasil, devem se negar a apoiar acordos que não estejam respaldados por aqueles quatro países.

"Considerando o fator tempo e a situação de cada país, devemos, nas próximas semanas, focar no que é possível e não nos distraírmos com o que não é possível", declarou o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen.

Lula diz esperar avanços na Conferência do Clima
Ao comentar a participação do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (16) que espera avanços, pelo menos, no que chamou de "princípios básicos" sobre a questão climática. "Para que a gente consiga diminuir os gases de efeito estufa", disse.

No programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula destacou a meta brasileira de reduzir as emissões em 36,1% a 38,9% até 2020 e lembrou que parte dessa redução vai resultar da queda do desmatamento na Amazônia.

O presidente também citou como estratégias para conter a emissão de gases a preservação do Cerrado brasileiro, o uso do carvão vegetal em vez do mineral e os investimentos em hidrelétricas e não mais em termelétricas movidas a óleo diesel. "Isso será uma contribuição extraordinária que o Brasil estará dando para o mundo", disse.

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) se reúne hoje para debater a participação do Brasil na conferência - rmarcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca).

Prevenir é Melhor do que Remediar

BETTER BE SAFE THAN SORRY...

A maior parte dos acidentes de trabalho poderiam ter sido evitados se medidas, muitas vezes muito simples, tivessem sido adotadas.

Prevenir é sempre melhor e mais barato do que remediar.

Prevenir um dano a saúde e melhorar a proteção do colaborador, evitando acidentes, reduz prejuízos, baixas na produção, investimentos perdidos em treinamentos, custas judiciais, e, principalmente, mantém a integridade física do seu colaborador, que é o bem mais valioso de qualquer pessoa.

Eliminar os fatores de risco, proteger os colaboradores, orientar para o uso correto dos equipamentos, sensibilizar o colaborador, tudo isso é função do Técnico de Segurança no Trabalho.


Imagem by theborba (deviantart)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Impressão Consciente



Com a facilidade de acesso aos computadores e ao mundo virtual, em casa ou no trabalho, onde vemos uma pilha de papel podemos concluir que há também milhares de árvores derrubadas, consumo de energia elétrica, produtos químicos utilizados na tinta e dinheiro.
Além disso, tintas, toners e cartuchos são produzidos com produtos químicos, tóxicos e seu uso gera resíduos que precisam de uma destinação adequada. Minimize o uso de tinta.
Use sempre o modo econômico sempre que possível.
Melhor ainda, leia o documento em formato eletrônico e imprima somente em último caso.
Evite impressões que não sejam indispensáveis.

Consciente de sua responsabilidade socioambiental a HP preparou dicas de impressão consciente para tornar o dia-a-dia ainda mais responsável, sem deixar de lado a produtividade. São elas:
1) Antes de imprimir pense:
• Você precisa mesmo imprimir este arquivo?
• Se for mesmo precisar que imprimir, não pode ser em frente e verso?
• Ainda assim, é possível imprimir mais de uma página por folha?
• Você já revisou e visualizou o arquivo?
• Uma cópia não é suficiente?
• Se você imprime todo um documento, mas só uma página está errada, não pode imprimir somente esta página?
• Sempre que chego à impressora existem várias folhas "sem dono". Por que isso acontece?
2) Visualize o arquivo antes de imprimir.
Como diz o nome, a função Visualizar Impressão permite ver como será o documento impresso. Porém, o que muita gente não sabe é que é possível editar o texto quando se usa essa função.
• No menu Arquivo, clique na opção Visualizar Impressão e edite o texto.
• Para sair da função Visualização de Impressão, clique no item Fechar na barra de ferramentas.
3) O Pacote Office oferece várias facilidades. Você sabia?
No Word é possível imprimir parte de um documento, selecionando as páginas, ou ainda várias páginas em uma mesma folha:
• No menu Arquivo, clique na opção Imprimir.
No Excel você não precisa imprimir o documento inteiro. Se não for utilizá-lo, imprima uma seleção:
Selecione a área que deseja imprimir.
• No menu Arquivo, clique a opção Área de Impressão e, em seguida, Definir Área de Impressão.
O Power Point também disponibiliza um recurso para reduzir o número de folhas impressas:
• No menu Arquivo, selecione a opção Imprimir.
• Escolha a opção "Folhetos" e quantos slides serão impressos em uma mesma folha.[14]
Lembre-se: imprima um slide por folha quando for realmente necessário!
4) A sua impressora também pode ajudar!
As impressoras atuais disponibilizam diferentes programações e modos de impressão:
No menu Arquivo clique em Imprimir. Depois clique em Propriedades e escolha sua opção:
• Frente e verso;

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Desmatamento da Amazônia



Cruzamento realizado pela Folha entre dados de desmatamento da Amazônia Legal e o Índice de Desenvolvimento Municipal, revela que áreas desmatadas apresentam menor avanço social, enquanto a economia local evolui, informa reportagem de Eduardo Scolese (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Os 50 municípios da Amazônia Legal que mais desmataram em extensão entre 2000 e 2006, por exemplo, avançaram nos índices de emprego e renda 35% acima da média regional. Já no indicador de saúde, os mesmos municípios cresceram 63% abaixo da média da Amazônia Legal.

De acordo com especialistas ouvidos pela Folha, o desmatamento concentra renda e gera empregos de forma passageira. Para eles,a oferta de emprego atrai trabalhadores migrantes e, por essa razão, afeta negativamente os sistemas de saúde e educação.

Os dados de desmatamento são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e o Índice de Desenvolvimento Municipal é da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira 11/11/09, que já está nas bancas.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DENÚNCIA - Trabalho escravo e sem EPIs

Fiscalização flagra escravos em escavações para rede da Claro. Grupo foi aliciado no Rio de Janeiro, não recebia salários, estava alojado em galpão e pagava pela comida. Subcontratada pela empresa de telefonia celular não fornecia água potável nem equipamentos de proteção individual.

VITORIA(ES) - Após a denúncia de quatro pessoas que não suportaram as condições de trabalho, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Espírito Santo (SRTE/ES) libertou 17 vítimas de trabalho análogo à escravidão, em Vitória (ES). Elas escavavam canaletas para acomodar cabos óticos da operadora de telefonia celular Claro. A fiscalização, que foi acompanhada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), se deu em 15 de outubro.

As vítimas foram aliciadas no Norte do Rio de Janeiro no final de setembro, a pedido da subempreiteira Dell Construções, que por sua vez foi contratada pela multinacional Relacom Serviços de Engenharia e Telecomunicação. Essa última prestava serviços à Claro. O "gato" - intermediário na contratação da mão-de-obra - prometeu aos trabalhadores bom salário e ainda disse que havia a possibilidade de posterior contratação pela empresa.

"Por se tratar de uma empresa conhecida, os empregados se iludiram com a chance de serem efetivados", relata Alcimar Candeias, auditor fiscal do trabalho da SRTE/ES que coordenou a ação.

Os trabalhadores entregaram suas Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ao "gato". Os documentos, porém, ficaram no Rio de Janeiro. A legislação trabalhista determina que o empregador informe ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no município de origem do trabalhador, por meio das Superintendências, Gerências ou Agências, e emita a Certidão Declaratória (antiga Certidão Liberatória) antes da viagem.

A subempreiteira Dell Construções alugou uma espécie de galpão para alojar os empregados, no bairro Cobilândia, em Vila Velha (ES). Eles dormiam em colchonetes no chão. Havia somente um banheiro para todos. Não tinham itens de higiene pessoal e nem podiam comprá-los porque não receberam nenhum pagamento até o dia da fiscalização.

Os trabalhadores improvisaram uma cozinha no local e a esposa do "gato" preparava as refeições, que eram cobradas. O empregador não fornecia água potável, nem equipamentos de proteção individual (EPIs).

Nos primeiros dias de trabalho, as vítimas caminhavam cerca de 3 km para chegar até o local da escavação, na Rodovia Carlos Lindenberg. "Com a reclamação dos trabalhadores por causa do longo trajeto, a empresa alugou uma caçamba. Achando que estavam resolvendo uma situação, na verdade estavam colocando em risco a vida dos empregados", conta Alcimar.

A jornada de trabalho se iniciava às 6h da manhã e se estendia até às 18h, inclusive nos finais de semana. "Normalmente quando o empregado sai de seu município para trabalhar, até por estar longe da família, ele já trabalha muito. Quando ele recebe por produção, trabalha até a exaustão mesmo. Com esses trabalhadores não era diferente", opina o auditor fiscal.

O acordo inicial proposto pela empresa era pagar R$ 7 por metro escavado. Desse valor, R$ 2 ficariam com o "gato". E para piorar, o empregador achou que a produção estava baixa e diminuiu R$ 2 do valor prometido: se recebessem, os empregados ficariam só com R$ 3 por metro escavado.

Após a fiscalização, os trabalhadores libertados foram transferidos para um hotel, onde permaneceram até quarta-feira (21), quando receberam as verbas da rescisão do contrato de trabalho. A subempreiteira Dell Construção, do Rio de Janeiro, arcou com os pagamentos. A Claro é controlada por empresas do mexicano Carlos Slim, dono de uma das maiores fortunas do mundo.

A Relacom informou, por meio da assessoria de imprensa, "que já está em contato direto com o Ministério do Trabalho do Estado do Espírito Santo para prestar os esclarecimentos necessários. As acusações feitas referem-se a uma empresa subcontratada e tomará as medidas que forem necessárias no conclusão do processo". A assessoria de imprensa da Claro informou que a empresa " já tomou providências internas para o referido caso".



Fonte: Repórter Brasil 03/11/09

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A NATUREZA PEDE SOCORRO!

O que vocês acham destas imagens?!...


A Natureza está pedindo SOCORRO !


REFLETIR É PRECISO!!!


AGIR, É NECESSÁRIO!!!





quinta-feira, 22 de outubro de 2009

5ª Edição do Principal Evento Sustentável Internacional da América Latina




A questão ambiental é uma questão econômica e essa mudança de visão e comportamento foi motivada por pressão da sociedade e pela legislação que acabou influenciando o mercado. Pesquisas mostram que cada vez mais o consumidor prefere produtos associados a uma postura social ética e responsável com o meio ambiente.

Na era da globalização, a empresa, ter sua reputação abalada pode significar um prejuízo financeiro incalculável. A reputação, adquiriu uma importância estratégica nos negócios, sendo apontada em uma pesquisa no Reino Unido, como o ativo intangível mais importante no sucesso da firma, e também o mais difícil de ser recuperado.

A maioria das empresas procura em seus programas de gestão ganhar novos mercados e vantagens competitivas. Além disso existem as que praticam pequenas reformas visando somente cumprir à legislação ambiental e fazer propaganda da instituição. Por essa razão as empresas que realmente querem se diferenciar, procuram as certificações que agregam valores ao produto ao apresentar o selo de confiança no sistema de gestão implementando pela empresa, como as séries ISO 14000 e ISO 9000.

A internalização desse conceito no modelo produtivo ajudou a reabilitar uma visão do futuro e emergiu como um novo horizonte para opções de negócios, ou seja, uma nova estratégia de negócios.

Atualmente as firmas que procuram manter-se competitivas ou mesmo sobreviver em um ambiente de negócios turbulento e imprevisível percebem cada vez mais que, diante das questões ambientais, são exigidas novas posturas, num processo de renovação contínua, seja na maneira de operar seus negócios, seja em seu sistema de produção e organização. Assim, as firmas estão desenvolvendo novas formas de lidar com os problemas ambientais, através de uma nova estrutura de gestão ambiental.

Hoje, além do desempenho financeiro, outras variáveis fazem parte da avaliação de desempenho da companhia, particularmente a imagem e reputação resultante dessa relação com os grupos de interesse.

Como notado por Stuart Hart, no longo prazo, a perspectiva de obter a vantagem competitiva dependerá da capacidade da firma operar em ambientes ecologicamente sensíveis.

Segundo Fernando Almeida, ex presidente da Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro) e atual presidente-executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), é preciso construir alternativas para a visão unidimensional de mundo, segundo a qual o futuro possível para a humanidade tem forçosamente que resultar de uma escolha entre o respeito à natureza e a promoção do desenvolvimento econômico.
Para Fernando, a melhor tradução para a idéia de sustentabilidade está na palavra “sobrevivência”. Seja a do planeta, a da espécie humana, a das sociedades humanas ou a dos empreendimentos econômicos.

O conceito de responsabilidade ambiental já se firmou de tal forma que incorporou, as dimensões econômica, ambiental e social das ações humanas e suas conseqüências sobre o meio ambiente. Hoje não existe o predomínio econômico primeiro e indiferença em relação ao ambiental e sim uma integração dos valores. Até então, a idéia é que havia uma incompatibilidade inelutável entre desenvolvimento e meio ambiente.

Agora existe um marketplace internacional para promover as organizações e entidades comprometidas com a sustentabilidade. Este espaço foi inaugurado em novembro de 2005, no Brasil.

Em 2009, a 5ª edição da ExpoSustentat será realizada em São Paulo. De 28 a 30 de outubro de 2009 palestrantes de diversos países irão discutir oportunidades e desafios para a construção de um planeta melhor.

Participe!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fator Acidentário de Prevenção

O Decreto 6.042/2007 instituiu a aplicação, acompanhamento e avaliação do Fator Acidentário de Prevenção - FAP e do Nexo Técnico Epidemiológico, através da inclusão do artigo 202-A no Regulamento da Previdência Social.

O objetivo do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) é incentivar a melhoria das condições de trabalho e da saúde do trabalhador estimulando as empresas a implementarem políticas mais efetivas de saúde e segurança no trabalho para reduzir a acidentalidade.

O FAP juntamente com as respectivas ordens de freqüência, gravidade, custo e demais elementos que possibilitem a verificação, por parte da empresa, do seu respectivo desempenho dentro da sua SubClasse da CNAE, bem como a legislação correlata e dúvidas freqüentes foi disponibilizada a partir do sítio do Ministério da Previdência Social – MPS.

A proteção acidentária é determinada pela Constituição Federal como a ação integrada de Seguridade Social dos Ministérios da Previdência Social - MPS, Trabalho e Emprego - MTE e Saúde - MS.

O valor social do trabalho é estabelecido sobre pilares estruturados em garantias sociais tais como o direito à saúde, à segurança, à previdência social e ao trabalho, decorrentes do art. 1º da Constituição Federal.

O direito social ao trabalho seguro e a obrigação do empregador pelo custeio do seguro de acidente do trabalho também estão inscritas no art. 7º da CF/88.

Consulta pela Internet

O Ministério da Previdência Social publicará anualmente, sempre no mesmo mês, os índices de freqüência, gravidade e custo, por atividade econômica, e disponibilizará, na Internet, o FAP por empresa, com as informações que possibilitem a esta verificar a correção dos dados utilizados na apuração do seu desempenho.

Para o cálculo anual do FAP, serão utilizados sempre os dados de dois anos imediatamente anteriores ao ano de processamento. Excepcionalmente, o primeiro processamento do FAP (2009) utilizou os dados de 1º de abril de 2007 aos 31 de dezembro de 2008.

Para as empresas constituídas após janeiro de 2007, o FAP será calculado no ano seguinte ao que completar dois anos de constituição.

O acesso às informações está disponível no sítio do Ministério da Previdência Social e também da Receita Federal do Brasil. Consulte :
www2.dataprev.gov.br/fap/fap.htm

É importante frisar que o empregador deverá se utilizar de uma senha para acesso a estas informações. Esta senha é a mesma que as empresas se utilizam junto à Receita Federal do Brasil para aos demais tributos.

Caso ainda não possua, acesse o link Verificação de Regularidade - Contribuição Previdenciária no site dataprev.gov.br

Para consultar o índice de sua empresa acesse o site dataprev.gov.br


Fonte: Boletim Guia Trabalhista, 15.10.2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

ECOEFICIÊNCIA

Na era da globalização, a empresa, ter sua reputação abalada pode significar um prejuízo financeiro incalculável. A reputação, adquiriu uma importância estratégica nos negócios, sendo apontada em uma pesquisa no Reino Unido, como o ativo intangível mais importante no sucesso da firma, e também o mais difícil de ser recuperado.
Durante a última década existiu uma pressão para a adoção da gestão ambiental (redução de emissões, efluentes e desperdício nas operações) e o principal obstáculo era a concepção de que gestão ambiental e lucros eram inimigos. Dizia-se que além de reduzir o lucro, a implementação da gestão ambiental elevaria os preços, pois os custos seriam repassados aos consumidores. Entretando, em pouco tempo, o inverso foi provado, pois os custos foram reduzidos com uma melhor utilização do processo produtivo, principalmente no uso de insumos e desperdícios.
O modelo de gestão ambiental baseado no gerenciamento de qualidade total foi rapidamente disseminado. Esse modelo também conhecido como eco-eficiência, permitiu economia de recursos, incrementou a produtividade e a eficiência, resultando em vantagem de custo sobre os competidores.
O termo eco-eficiência surgiu na proposta empresarial de atuação na área ambiental apresentado para a Conferência do Rio em 1992, como termo que melhor representava a idéia de integrar eficiência econômica e ecolígica, conforme relatado pelo fundador do World Business Council for Sustainable Developement (WBCSD), Stephan Schmidheiny.
O WBCSD define eco-eficiência como: “A eco-eficiência é alcançada mediante o fornecimento de bens e serviços a preços competitivos que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida, ao mesmo tempo que reduz progressivamente o impacto ambiental e o consumo de recursos ao longo do ciclo de vida, a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada da Terra.”
A maioria das empresas procura em seus programas de gestão ganhar novos mercados e vantagem competitivas. Além disso existem as que praticam pequenas reformas visando somente cumprir à legislação ambiental e fazer propaganda da instituição. Por essa razão as empresas que realmente querem se diferenciar, procuram as certificações que agregam valores ao produto ao apresentar o selo de confiança no sistema de gestão implementando pela empresa, como as séries ISO 14000 e ISO 9000.
A internalização desse conceito no modelo produtivo ajudou a reabilitar uma visão do futuro e emergiu como um novo horizonte para opções de negócios, ou seja, uma nova estratégia de negócios.
Atualmente as firmas que procuram manter-se competitivas ou mesmo sobreviver em um ambiente de negócios turbulento e imprevisível percebem cada vez mais que, diante das questões ambientais, são exigidas novas posturas, num processo de renovação contínua, seja na maneira de operar seus negócios, seja em seu sistema de produção e organização. Assim , as firmas estão desenvolvendo novas formas de lidar com os problemas ambientais, através de uma nova estrutura de gestão ambiental.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A importância da Segurança do Trabalho nas empresas



"É DEVER DE UM TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO NUNCA PERMITIR QUE A INTEGRIDADE FÍSICA DE UM TRABALHADOR SEJA COMPROMETIDA EM RAZÃO DE LUCRO OU DE PRODUÇÃO"

Faltas no trabalho, pequenas lesões, fadiga, estresse ou até mesmo acidentes graves. Estes são os transtornos mais comuns relacionados à atividade profissional. Mas, a maioria dos problemas tem medidas de prevenção e precauções adequadas, e ai entra a Segurança do Trabalho.
Felizmente, cada vez mais as empresas têm notado a importância de adotar medidas preventivas de segurança do trabalho e gestão ambiental que trarão benefícios imediatos ao empregado e a empresa. Para o empresa, essas medidas não representam apenas custo; mas sim um investimento a longo prazo, que garantirá a eficiência na produção.
Hoje em dia, a legislação é rigorosa em relação à segurança no trabalho. Algumas normas, como o PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional) e o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), norteiam as empresas no sentido de evitarem problemas e riscos no ambiente de trabalho.
As funções de engenheiro e técnico em Segurança do Trabalho, dentro da empresa, é de atuar na prevenção dos acidentes de trabalho e zelar pela segurança de todos, incluindo desde a chefia, área administrativa até os funcionários da produção.
“Dentre suas atribuições, ele inspeciona locais, instalações e equipamentos da empresa, condições de trabalho, normas e dispositivos de segurança; inspeciona os postos de combate a incêndios”, alerta Janaine Vosniak, engenheira florestal e de Segurança do Trabalho.
Também investiga acidentes ocorridos; mantém contatos com os serviços médico e social da empresa ou de outra instituição; registra irregularidades ocorridas; instrui os funcionários sobre normas de segurança, prevenção de acidentes, ministrando palestras e treinamento, por meio da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho). E, finalmente, participa de reuniões sobre Segurança no Trabalho, apresentando sugestões e analisando a viabilidade das medidas propostas, para aperfeiçoar o sistema existente.
Muitas vezes, a dificuldade do técnico em agir, é causada por falta de conhecimento dos trabalhadores, que não têm consciência da importância desse profissional para sua segurança enquanto trabalha.
“Proteção e segurança no ambiente de trabalho é um direito do trabalhador; e sabemos que isso é essencial para sua qualidade de vida”.

Bibliográfia: Folha de Irati - PR

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

APRESENTAÇÃO




(Equilíbrio)


A consciência em torno da importância do meio ambiente e o atendimento das demandas causadas pelo crescimento econômico, mediante o aumento das necessidades de consumo da população, dá uma nova dinâmica ao contexto ambiental. O grande desafio é permitir expansão econômica, sem descuidar da conservação do meio ambiente. O conceito de gestão ambiental em uma empresa tem como objetivo criar valor econômico, social e ambiental para minimizar qualquer dano resultate de sua atuação.

Com a mudança do panorama mundial relacionado ao meio ambiente nas últimas décadas, a variável ambiental vem se transformando num importante diferencial competitivo com o qual as empresas devem se preocupar. Para que as empresas possam tomar decisões corretas, quanto à relação existente entre meio ambiente e meio empresarial, necessitam se preocupar em identificar seus custos ambientais.

Hoje, há um consenso de que é preciso haver equilíbrio entre os pilares social, ambiental e econômico. A preservação do meio ambiente, a necessidade de crescimento econômico para atender as necessidades sociais e a possibilidade de todos participarem são aspectos fundamentais para a construção de políticas ambientais. O caminho da responsabilidade ambiental aponta para um cenário no qual os resultados e benefícios obtidos são compartilhados pelas empresas, pelos parceiros envolvidos em seus negócios, pelas sociedades onde atuam. É importante frisar que esse tipo de desenvolvimento só pode ser alcançado quando for economicamente viável. As empresas têm que aliar o desenvolvimento sustentável com a manutenção do lucro, permitindo que um afete o desemprenho do outro.

Para ser sustentável, uma empresa deve seguir uma estratégia de gerenciamento que cria maior valor com menos impacto, menor poluição e com menor utilização dos recursos ambientes.