
A questão ambiental é uma questão econômica e essa mudança de visão e comportamento foi motivada por pressão da sociedade e pela legislação que acabou influenciando o mercado. Pesquisas mostram que cada vez mais o consumidor prefere produtos associados a uma postura social ética e responsável com o meio ambiente.
Na era da globalização, a empresa, ter sua reputação abalada pode significar um prejuízo financeiro incalculável. A reputação, adquiriu uma importância estratégica nos negócios, sendo apontada em uma pesquisa no Reino Unido, como o ativo intangível mais importante no sucesso da firma, e também o mais difícil de ser recuperado.
A maioria das empresas procura em seus programas de gestão ganhar novos mercados e vantagens competitivas. Além disso existem as que praticam pequenas reformas visando somente cumprir à legislação ambiental e fazer propaganda da instituição. Por essa razão as empresas que realmente querem se diferenciar, procuram as certificações que agregam valores ao produto ao apresentar o selo de confiança no sistema de gestão implementando pela empresa, como as séries ISO 14000 e ISO 9000.
A internalização desse conceito no modelo produtivo ajudou a reabilitar uma visão do futuro e emergiu como um novo horizonte para opções de negócios, ou seja, uma nova estratégia de negócios.
Atualmente as firmas que procuram manter-se competitivas ou mesmo sobreviver em um ambiente de negócios turbulento e imprevisível percebem cada vez mais que, diante das questões ambientais, são exigidas novas posturas, num processo de renovação contínua, seja na maneira de operar seus negócios, seja em seu sistema de produção e organização. Assim, as firmas estão desenvolvendo novas formas de lidar com os problemas ambientais, através de uma nova estrutura de gestão ambiental.
Hoje, além do desempenho financeiro, outras variáveis fazem parte da avaliação de desempenho da companhia, particularmente a imagem e reputação resultante dessa relação com os grupos de interesse.
Como notado por Stuart Hart, no longo prazo, a perspectiva de obter a vantagem competitiva dependerá da capacidade da firma operar em ambientes ecologicamente sensíveis.
Segundo Fernando Almeida, ex presidente da Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro) e atual presidente-executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), é preciso construir alternativas para a visão unidimensional de mundo, segundo a qual o futuro possível para a humanidade tem forçosamente que resultar de uma escolha entre o respeito à natureza e a promoção do desenvolvimento econômico.
Para Fernando, a melhor tradução para a idéia de sustentabilidade está na palavra “sobrevivência”. Seja a do planeta, a da espécie humana, a das sociedades humanas ou a dos empreendimentos econômicos.
O conceito de responsabilidade ambiental já se firmou de tal forma que incorporou, as dimensões econômica, ambiental e social das ações humanas e suas conseqüências sobre o meio ambiente. Hoje não existe o predomínio econômico primeiro e indiferença em relação ao ambiental e sim uma integração dos valores. Até então, a idéia é que havia uma incompatibilidade inelutável entre desenvolvimento e meio ambiente.
Agora existe um marketplace internacional para promover as organizações e entidades comprometidas com a sustentabilidade. Este espaço foi inaugurado em novembro de 2005, no Brasil.
Em 2009, a 5ª edição da ExpoSustentat será realizada em São Paulo. De 28 a 30 de outubro de 2009 palestrantes de diversos países irão discutir oportunidades e desafios para a construção de um planeta melhor.
Participe!!!